Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

sábado, 4 de novembro de 2017

Filmes 2017


Como sempre as férias foram aproveitadas para colocar em dia alguns filmes. Apenas agora foi possível compilar.

Deixo aqui a seleção deste ano:
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Marcelo, o reflexo daquilo devíamos ser

Sou monárquico e assim serei até ao dia em que perecer.
Não obstante essa certeza, começa a ser inevitável estabelecer um certo paralelismo entre o Rei Humanista, vulgo o mui amado El-Rey D. Pedro V, e o atual Chefe de Estado, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Tendo como princípio não votar, exclusivamente, nas Presidenciais, devo reconhecer que Marcelo tem caminhado próximo do âmbito em que enquadro um Rei Constitucional, aspeto que, face ao enorme rol e exemplo dos seus antecessores, nunca pensei ser possível, embora imperiosa ressalva seja feita ao General Ramalho Eanes.

O Prof. Marcelo inequivocamente elevou a fasquia do cargo que ocupa, de tal modo que entendo que se a república, com este específico Presidente, poderá estar a atravessar o seu mais elevado momento de representatividade, por outro lado, sucedaneamente ao ritmo imposto, dificilmente alguém o igualará.

Não havendo igual, nem tão pouco similar, então, esse vazio poderá gerar um eventual momentum crucial no espírito dos portugueses para se evoluir novamente para aquilo que falta em Portugal: um País personificado, um Rei...e quem somos realmente.

Nota - Ver a partir do minuto 12'20".

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Movimento de Puigdemont diferente da FLA

Supostamente foi vista, dias atrás, uma bandeira da Frente de Libertação dos Açores (FLA) nas manifestações pró independência, na Catalunha.

Sou açoriano e, conforme escrevi a 6 de junho de 2013, a FLA foi criada com legitimidade, com seriedade, com objetivos claros e com propósitos utilitários aos açorianos no contexto temporal. Mais, a FLA foi necessária. Formada por homens convictos e corajosos que, pelo seu ideal, estavam dispostos a enfrentar a república portuguesa e muitos deles enfrentaram-na na prisão e em julgamento.

Entendo, como autonomista, bem como respeitador dos ideais que à data formaram a Frente de Libertação, e sobretudo como alguém que tem um sonho, eventualmente não concretizável em vida, de ver os Açores inseridos num Reino Unido, conforme também, aliás, reiterada e firmemente, defende o Herdeiro dos Reis de Portugal, que entendo que a FLA de hoje devia formalmente distanciar-se deste pseudo movimento independentista da Catalunha, que considero abusivo, descontextualizado, ilegítimo, ilegal e prejudicial aos interesses catalães.

Por fim, e mais importante, estou absolutamente convencido que as motivações subjacentes a ambos os movimentos, são intrinsecamente distintas, basta estarmos atentos...


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Política de Saúde

Com uma verdadeira política de Saúde, mui provavelmente de antecipação e inserida numa cultura de boas práticas, evitava-se o gasto de milhões do Orçamento do Estado, da respetiva pasta, em agentes de pressão como os do domínio dos fármacos, dos fornecedores do setor hospitalar, etc, bem como invertia-se a generalizada consciencialização que aqueles, erradamente, consubstanciam o tal conceito de um (esgotado) direito adquirido...

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A Arte e a Ténica

O ténis de McEnroe era arte.
O de Federer será eventualmente o do melhor jogador nos courts a disputar partidas.


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Desconhecer as comodidades...

Thomaz Pitt, em 1760, no seu relato de viagem a Portugal, descreveu as mulheres da corte como tendo:
"O rosto sujo e macilento e os olhos, quase sempre de linda cor negra, têm uma expressão desagradável que resulta da sua aparência (...)."

Meses antes do Terramoto de 1755, um viajante francês considerava que os portugueses desconheciam as comodidades e as coisas agradáveis da vida "ou se as conheciam não sabiam usufruir delas" (Bulletin deus Études Portugaises, t. 26, 1965, p. 157).

In "E - Revista do Expresso", de 16/09/2017, p. 72.

Foto - Eugénia Cândida da Fonseca, 1.ª Baronesa da Silva.


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O Nome do País

Recordo aqui duas das frases matriz que subtitulavam o excelente blogue do Miguel Castelo Branco - Combustões - e que muito importam para refletirmos sobre aquilo que fazemos e, sobretudo, aquilo que dizemos sobre o nosso estimado País:

- "Aqui não se fala mal de Portugal";

- "Este blogue só tem um partido: Portugal".

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Emana luz sobre as trevas da república!


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"Uma alma sem respeito é uma morada em ruínas" *

Monarquia é isto.
Se a maioria dos portugueses fossem como o Sr. Eduardo Gil, Portugal já seria, certamente, um País melhor.

* Código Samurai.

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Nobel

«Aos que conferiram o maior benefício à humanidade.»

Alfred Nobel

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Não podemos!

«Não podemos evitar a necessidade de Deus.»

Angélica Liddell, dramaturga, encenadora, atriz, escritora e poetisa espanhola.

In 'E - Revista do Expresso', de 23/9/2017, p. 22.

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Permanências

«Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.»

Giuseppe Tomasi di Lampedusa (Palermo, 23 de dezembro 1896 — Roma, 23 de Julho 1957), escritor italiano, autor de "O Leopardo".


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Quão insondáveis são os seus juízos!

«Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!»

Romanos, Capitulo 11, versículo 33

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Ti

«Trabalha em ti mesmo, mais do que nas tuas ideias.»

Alexandre Havard

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WEEK SOUNDZZZzzz!


Made in Portugal


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sábado, 28 de outubro de 2017

"Um sentimento de união dos portugueses em volta de Marcelo"

Hoje de manhã, por altura do pequeno almoço, debatia com a minha mulher a vinda do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa à Região Autónoma dos Açores.

Não sendo a minha mulher monárquica, respeitavelmente com muita pena minha, todavia referiu algo que, desde que a conheço dos tempos do Liceu, há mais de 23 anos, nunca tinha ouvido em relação a qualquer outro Chefe de Estado: "já reparaste que existe um sentimento de união dos portugueses em volta de Marcelo".

Eu respondi-lhe que sim, que realmente era assinalável e, desde que me recordo, nunca tinha visto algo assim. De facto, estamos a assistir a um fenómeno impar, um político que, de forma rara, em república, se transformou, excecionalmente, num representante de muitos mais portugueses que os seus antecessores representavam para além da redação estanque e formal da Constituição que fala em totalidade.

É precisamente esse sentimento de união em volta de uma pessoa que nunca havíamos sentido na III república, algo que para quem é monárquico não é novidade mas que está a verificar, pela primeira vez, em república. Porém, e conforme já aqui escrevi, tal preenchimento pode gerar, subsequentemente, um estádio de vazio, pois este caso - de Marcelo - é único e um Presidente nunca é igual a outro, por isso o sistema republicano divergir, também neste campo, para o monárquico, porque não tem as preocupações e o procedimento na formação, na preparação e na transição para o futuro representante da mais alta Magistratura.

Estou perfeitamente convencido, e disse à minha mulher, que este é já um pálido mas significativo exemplo daquilo que seria viver numa Monarquia, conforme vivem outras nações como a Noruega, a Suécia, a Dinamarca, a Holanda, a Inglaterra, o Canadá, a Austrália, o Japão, etc.

Estou igualmente convencido que se vivêssemos em Monarquia, onde o Chefe de Estado é de essência independente de partidos, legitimado pela Lei Constitucional, pelo Povo e pelas origens e pela História da Nação, estaríamos hoje bem melhor que aquilo que estamos, estaríamos ideologicamente mais equilibrados e livres de determinadas tendências partidárias excessivas que nos condicionaram entre 1910 e 2017. Teríamos mais País e menos partidarismo e isso é necessariamente bom.
Marcelo tem sido bom, mas uma Monarquia seria ainda melhor!


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«Se mandarem os Reis embora, hão-de tornar a chamá-Los» (Alexandre Herculano)

«(…) abandonar o azul e branco, Portugal abandonara a sua história e que os povos que abandonam a sua história decaem e morrem (…)» (O Herói, Henrique Mitchell de Paiva Couceiro)

Entre homens de inteligência, não há nada mais nobre e digno do que um jurar lealdade a outro, enquanto seu representante, se aquele for merecedor disso. (Pedro Paiva Araújo)

Este povo antes de eleger um chefe de Estado, foi eleito como povo por um Rei! (Pedro Paiva Araújo)

«A República foi feita em Lisboa e o resto do País soube pelo telégrafo. O povo não teve nada a ver com isso» (testemunho de Alfredo Marceneiro prestado por João Ferreira Rosa)

«What an intelligent and dynamic young King. I just can not understand the portuguese, they have committed a very serious mistake which may cost them dearly, for years to come.» (Sir Winston Leonard Spencer-Churchill sobre D. Manuel II no seu exílio)

«Everything popular is wrong» (Oscar Wilde)

«Pergunta: Queres ser rei?

Resposta: Eu?! Jamais! Não sou tão pequeno quanto isso! Eu quero ser maior, quero por o Rei!» (NCP)

Um presidente da república disse «(...)"ser o provedor do povo". O povo. Aquela coisa distante. A vantagem de ser monárquico é nestas coisas. Um rei não diz ser o provedor do povo. Nem diz ser do povo. Diz que é o povo.» (Rodrigo Moita de Deus)

«Chegou a hora de acordar consciências e reunir vontades, combatendo a mentira, o desânimo, a resignação e o desinteresse» (S.A.R. Dom Duarte de Bragança)

Go on, palavras D'El-Rey!