Este é um microcosmo apartidário embora ideológico, pois «nenhuma escrita é ideologicamente neutra*»

*Roland Bartes

Intros: 1 2

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lido na página 44 do Ípsilon de 11-11-011:

«Um calvário

-Uma grande ignorância arvorada em arrogância intelectual-

“ ‘O Último Segredo’ não é melhor que Dan Brown. É pior.”

Cito José Rodrigues dos Santos, na nota final de “O Último Segredo”: “Mais chocante do que algumas revelações feitas neste romance é o facto de nada do que ele contém ser realmente novo. Nada.”
Esta será talvez a afirmação mais verdadeira deste livro. Quem quisesse, já poderia ter lido sobre a clonagem de Cristo em “Cristo Clonado”, de J.R. Lankford; sobre as alegadas falsificações da Bíblia em “O Código Da Vinci”, de Dan Brown; ou sobre as ditas deturpações do texto bíblico em “Os Monges Que Traíram Jesus”, de Bart D. Ehrman.
“O Último Segredo” exige ao leitor, antes de mais, um grande sacrifício. E não por causa do que no livro se sugere ou conta. Mas pela catadupa de informação reproduzida a esmo.
Estamos perante um monólogo infindável do historiador Tomás de Noronha, apenas interrompido por perguntas retóricas da sua principal interlocutora, a policia italiana Valentina Ferro, e pelas curtas cenas de crimes.
Conseguir chegar ao fim é uma penitência. Um calvário sem ressurreição possível. Onde os poucos sobressaltos literários são deste teor: “O final de manhã revelava-se realmente aprazível, com o sol a banhar a vasta rua de peões e o chilrear melodiosos dos pássaros e embalar os transeuntes.”» Enfim…uma chilreada natalícia, para ganhar uns cobres!

Excelente peça no Público do meu “parente marítimo”, o crítico literário António Marujo!
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